Minha História com Deus

Minha conversão

Desde pequena vou a igreja Batista. Meu pai é um angolano que veio ao Brasil estudar Teologia acompanhado de minha mãe. Nos primeiros anos de casados eles viveram no seminário Jovens da Verdade e na missão Vale da Benção.
Um tempo depois de se formar como pastor, meu pai foi para a Igreaja Batista do Planauto Paulista, e foi justamente nessa igreja que eu cresci ouvindo a palavra de Deus e aprendendo sobre a Bíblia. Por ser muito timida, as vezes eu não gostava de ir para o culto culto “>infantil, então ficava no culto ouvindo a pregação. Vendo esse meu comportamento, meus pais pensavam que eu fazia isso porque gostava do culto e de ouvir o pastor pregando, mas na verdade não era esse o caso.
Cresci indo na igreja e gostando de estar envolvida nessa comunidade. No colégio Batista, aprendia mais mais “>sobre Deus nas aulas de educação Cristã. A cada dia eu gostava mais e mais de Deus e de suas Historinhas.
Porém como toda a criança, eu comecei a crescer e a mudar meus meus “>conceitos. Entre os meus colegas e professores, eu era conhecida como a santinha, a fofa, a esperta, e até que eu gostava gostava “>disso, mas ao chegar no ensino fundamental 2, comecei a fazer amizade com a galera da sétima e ai fiquei por dentro de todas as fofocas e sugeiras que rolavam entre eles. Algumas das histórias me davam nojo, outras me deixavam pasmas, mas sempre gostava de ouvi-las.
Com o passar do tempo comecei a me interessar por garotos errados e pensava que ficar com um hoje, outro amanhã, namorar escondido dos meus pais não era tão errado assim, alias, todo mundo fazia, até mesmo os crentes. Com essa cabeça fui mudando meus jeitos, larguei um pouco mais os estudos, comecei a falar palavrões.
Nessa época minha mãe já fazia várias viagens para o exterior, então ficavamos papai, meu irmão e eu em casa. Com as mudanças que meu meu “>corpo sofria, começaram a vir as depressões. Nesses momentos de tristeza eu começava a pensar em tudo o que estava acontecendo comigo e com a minha família e no meu modo de agir. Olhando pela pela “>janela do invadia “>meu quarto, uma enorme tristeza invadia meu coração e um pensamento me invadia: “se Jesus voltar agora eu vou vou “>ficar aqui e vou ter que enfrentar a grande tribulação”. Toda vez que esse pensamento passava pela minha cabeça eu começava a chorar e orava pedindo ao Pai que me mostrasse o caminho até Ele, pois percebi que só ir a igreja todos os domingo, orar, prestar atenção no culto, ler a revista da EBD e ler a Bíblia não adiantavam.
Foram vários momentos desse. Por vezes me enganei fingindo que estava tudo bem com Deus (coisa que as vezes faço até hoje). Os meus dias de maior paz eram quando minha mãe estava aqui, pois por pior que seja esse pensamento eu pensava que se pelo menos Jesus voltasse eu não ficaria só no mundo.
Eu passei a ir a Igreja e a cumprir todos esses compromissos por medo de Deus e por não querer ir pro inferno, minha “vida Cristã” era isso: Medo!
Num domingo, o pastor Ubirajara crespo foi a nossa igreja. Lembro-me como se fosse ontem. Pela manhã ele ele “>falou sobre o tema: “Não faça do seu filho uma arma, ela será usada contra você”(algo parecido), minha mãe estava sentada bem do meu lado e a gente ria junto sobre o que ele falava. Pela noite, não posso dizer ao certo sobre o que ele pregou, mas lembro que ele falava do dia em que Jesus iniciará seu reinado de paz na terra.
Ele falou várias coisas importantes, abordou aspectos históricos e politicos, mas o mais importante foi foi “>aquilo que me fez compreender o que era a salvação. Essas foram suas palavras: “Não devemos aceitar Jesus Cristo por medo. “Ai, tenho medo de ir para o inferno, então vou seguir a Deus’. Não devemos aceitar Jesus Cristo por pena. ‘Tadinho dele, morreu na cruz por mim, sofreu, foi humilhado…’ Mas devemos aceitar a Cristo porque percebemos que sem Ele não somos nada e precisamos dEle pra que nossa vida tome um rumo e tenha um sentido. Temos que convidar Jesus para ser Senhor e Salvador das nossas vidas. Temos que pedir para que Ele reine em nós! Só seremos salvos”.
Ao ouvir essas palavras foi como se o céu se abrisse e iluminasse minha mente. No mesmo momento me derramei e atendi ao apelo que o pastor fez.
Mas não vou mentir, falando que minha vida mudou da água pro vinho em um segundo e depois daquela noite eu nunca mais fui a mesma!
No ano seguinte entrei para as aulas de preparação para o batismo. Gostava de estudar a doutrina da nossa igreja, mas com isso percebia que as grandes responsabilidades iam chegar. Mesmo sabendo quem Jesus era pra mim, eu ainda tinha dificuldades em mudar alguns pensamentos e comportamentos. A cola passou a ser um hábito frequente na minha vida(nas provas de português).
A cada dia orava pedindo a direção de Deus e dizia: “Ai, Senhor, eu só tenho 12 anos. Eu quero viver uma vida cristã, mas eu ainda sou muito jovem vem “>pra isso. E eu não vejo adolescentes que já são comprometidos contigo, acho que isso vem com a maturidade”.
No começo do ano de 2006 uma bomba caiu na nossa casa. A gente ia se mudar para a França! Meus pais estavam arrumando tudo! Tiramos passaporte, fiz um novo RG, meu meu “>pai pai “>correr atrás de visto, minha mãe se naturalizou brasileira e com esses planos, meus pais resolveram não fazer nossas matrículas. Parecia tudo tudo “>certo, mas em meu coração estava tudo errado. Então resolvi pedir a Deus para que essa viagem não desse certo e que o visto do meu pai não saisse. É… e foi exatamente isso que aconteceu.
Quando meu pai pai “>chegou arrasado do consulado, me segurei para não pular de alegria na frente dele, mas me senti um pouco culpada por ter pedido isso ao Pai e Ele ter atendido minha oração, meu pai estava arrasado!
Já que esses planos não deram certo, meus pais tiveram que fazer nossa matrícula e eu entrei no colégio um mês atrasada. Por esse motivo, entrei numa sala onde tinha poucos amigos, e acabei “perdendo” minha melhor amiga, que estava estava “>muito chateada comigo, por eu não ter dito a ela sobre o que estava acontecendo.
Pra mim estava tudo indo de mal a pior, mas o que eu não sabia é que naquela sala eu ia fazer GRANDES AMIGAS. No começo eu andava apenas com a Bia e com a Rachel, que eu já conhecia do ano ano “>passado, depois comecei a andar com a Maria Clara e a Viviane, principalmente com a Vih. Foi impressionante como a nossa amizade cresceu em tão pouco tempo. Antes mesmo do meio do ano, eu a Vih já não nos desgrudavamos!
Eu não sabia sabia “>como, mas sabia que pelo menos poderia ser melhor. Ao conviver mais com a Vih e com a Maria Clara conheci pessoas pessoas “>diferentes, que me motivaram a voltar a estudar e que era pessoas corretas. Acho que elas não sabem, mas naquele ano elas foram exemplos de vida pra mim. =)
Mesmo estando muito muito “>feliz com minhas novas amizades, ainda faltava uma área da minha vida para reparar: meu compromisso com Deus. Nesse tempo continuei orando muito, pedindo pra que Deus me mostrasse como ser uma adolescente cristã? E será que isso existia e era possível?
Continuei orando assim por uns dois meses. Até que um dia no “momento O.A.S.I.S” o Rodrigo(mais conhecido como o Grande) deu seu testemunho. Eu estava estava “>sentada do lado da Vivi, com os ouvidos atentos e o coração aberto. A história de vida dele me impressionou! E quando eu me dei conta de que ele era a resposta que eu tanto esperava de Deus cai em pranto. Chorei muitooooo! No fim do testemunho ele falou de um grupo de adolescentes cristãos que se reunia todas as sextas no colégio para conversar e trocar experiências, chamado 180º. Naquele mesmo dia estava decidida a ir naquele 180 e observar aqueles eles “>adolescentes, porque se eles podiam ter um relacionamento sério com Deus, eu também podia!
Pra mim aquele dia marca o segundo processo da minha conversão.
O primeiro foi foi “>entender o que era se converter. O segundo foi mudar de direção.
Desde 2006 venho ao 180º e é principalmente com ele que venho aprendendo muito sobre a vida cristã dentro e fora da igreja. E agradeço muito a Deus porque se não fosse por Ele que com seu amor colocou tantas pessoas maravilhosas na minha vida, hoje eu não seria nem metade da pessoa que sou!
Obrigada Senhor Jesus!

Uma resposta to “Minha História com Deus”

  1. Roberta janeiro 15, 2010 às 10:44 pm #

    qro saber de uma Roberta….
    huahuahuha

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